sábado, 11 de abril de 2009

45 escândalos de José Serra (PSDB)


A minha colaboração para iniciar o blog que você leitor vai escrever


1) A Operação Vampiro

Recentemente, estourou mais um escândalo de corrupção. A chamada “Operação Vampiro” desvendou uma quadrilha que atuava no Ministério da Saúde, nas licitações para a compra de medicamentos. As investigações indicam que “vampiros” da máfia do sangue faziam parte do esquema PC Farias da rede de corrupção de Collor. Porém, a máfia seguiu atuando impunemente. No governo FHC, o ministro José Serra conviveu por quatro anos com os mafiosos sem incomodá-los, enquanto embolsavam R$ 120 milhões por ano. Difícil imaginar que Serra não soubesse de nada do que estava acontecendo sob seu nariz.


2) O avanço da dengue

Em 2001, o ministro da Saúde, José Serra, que segundo a propaganda, era o “melhor Ministro da Saúde, da história”, gastou R$ 81,3 milhões em propaganda e apenas R$ 3 milhões em campanhas de combate à dengue. Como parte do plano econômico, demitiu seis mil mata-mosquitos contratados para eliminar os focos do Aedes Aegypti (transmissor da dengue). Resultado: em 2002 o Estado do Rio de Janeiro registrou 207.521 casos de dengue, com 63 mortes.

3) Os genéricos e as multinacionais

A propaganda do PSDB mostra Serra como um homem corajoso, que enfrentou as multinacionais no caso dos remédios genéricos. Tudo mentira. Ele fez um grande acordo com as multinacionais, que puderam importar diretamente, sem impostos, os produtos fabricados no exterior, levando inclusive algumas empresas nacionais à falência. Depois do período inicial, com genéricos mais baratos, o conjunto dos remédios foi ficando cada vez mais caro. Hoje, as multinacionais ampliam seus lucros, vendendo diretamente produtos importados, sem pagar nada de impostos, e com preços cada vez mais altos.



Briga de camarilhas (2002)

Luiz Antonio Magalhães

A revista Veja foi responsável pelo maior petardo desferido até aqui contra a candidatura oficial do senador José Serra (PSDB). A reportagem publicada na edição desta semana da revista da Editora Abril revela que o ex-diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira, indicado para o cargo pelo então ministro-chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho, com o aval de Serra, teria pedido uma propina de R$ 15 milhões ao presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Benjamin Steinbruch, para "organizar" o consórcio vencedor do leilão de privatização da mineradora. A existência do pedido de propina é corroborada na reportagem por dois tucanos de altíssima plumagem: Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro das Comunicações, e Paulo Renato Souza, que até o fechamento deste artigo ainda ocupava o cargo de ministro da Educação.

Se tudo isto não bastasse, Veja também denunciou a existência de um esquema de "caixa dois" na campanha ao Senado de Serra em 1994. A "doação" de R$ 2 milhões teria sido feita pelo empresário Carlos Jereissati, irmão de Tasso, ex-governador tucano do Ceará.

Se as denúncias que apareceram em Veja tivessem saído em publicações de oposição, os tucanos não hesitariam em qualificar o material de "propaganda eleitoral". A bem da verdade, o presidente do PSDB, deputado José Aníbal, não hesitou e, ainda durante o final de semana em que a revista chegava às bancas, alardeou o caráter "eleitoral" da reportagem e, para ser coerente, criticou duramente o ministro da Educação pela entrevista concedida à Veja. Tomou um "cala-boca" raramente visto entre tucanos: "Queriam que eu mentisse? Não reconheço a autoridade de José Aníbal para me repreender", respondeu Paulo Renato.

Na última segunda-feira, ainda mal recobrado do nocaute desferido pelo ministro, Aníbal resolveu mudar de discurso e atirou em novo alvo, elegendo o PT como responsável pela "plantação" de um suposto dossiê contra Serra. O presidente tucano, porém, não é inocente e sabe melhor do que ninguém que não foi assim que as coisas se deram. A hipótese de uma "plantação petista" sair na capa da mais importante publicação da família Civita é tão crível quanto a da seleção brasileira de futebol ser goleada pela China na próxima Copa do Mundo. Em política, como se sabe, nada é impossível.

Ora, se o palpite de Aníbal está incorreto, qual é o correto? O que terá acontecido com Veja? É difícil para quem está fora do contexto da produção da revista saber exatamente o que motivou a publicação da reportagem. O professor Bernardo Kucinski, no boletim "Cartas Ácidas" de segunda-feira (6/5), levanta três explicações para a virada de rumo de Veja, todas elas compatíveis entre si.

1. "A hipótese da competição jornalística" – Segundo Kucinski, esta é a "explicação mais inocente" para a reportagem contra Serra: a competição jornalística pura e simples teria motivado a matéria. O professor lembra que foi este mecanismo "de competição virtuosa que levou o Washington Post e o New York Times a perseguirem incessantemente o escândalo Watergate, até a derrubada de Nixon." Se esta hipótese fosse confirmada, o jornalismo brasileiro estaria dando um importante salto do qualidade. O próprio Kucinski, porém, é cético sobre esta explicação.

2. "A hipótese patrimonialista" – A segunda explicação do professor tem muito a ver com a primeira, apenas não se limita à competição entre Veja e seus concorrentes. Conforme Kucinski, é possível que a família Civita tenha "decido atacar o esquema Serra por considerar que é também o esquema Globo. (...) Nesta campanha pode estar havendo uma guerra entre grupos de comunicação, subjacente à disputa eleitoral". A explicação faz sentido quando se observa que a crise no setor de comunicações é grave, ameaçando o futuro das empresas. Assim, escreve Bernardo Kucinski, a "gota d’água, para a Abril, seria o empréstimo de US$ 500 milhões que a Globo acaba de receber do BNDES. A Globo é hoje a grande predadora do mercado da Abril, justamente através do lançamento de Época".

3. "A hipótese da rearticulação política" – Segundo Kucinski, esta é a mais forte explicação para a mudança editorial de Veja. "A fritura de Serra teria sido uma decisão do grande empresariado, para permitir a recomposição do bloco de poder e assim zerar a campanha e derrotar Lula. O sacrifício de Serra é necessário a essa recomposição, como Bornhausen não se cansa de dizer e Veja pode ter tomado a iniciativa como parte dessa manobra."

Como diriam os italianos, "se non è vero, è bene trovatto". A sucessão do presidente Fernando Henrique Cardoso há muito se tornou uma verdadeira guerra de camarilhas. A saída do PFL do governo após o escândalo que derrubou a candidatura Roseana Sarney; as infrutíferas tentativas de se chegar a um consenso para compor com o PMDB a chapa presidencial de Serra; e até mesmo a já esquecida disputa interna no PSDB, em que Paulo Renato e Tasso Jereissati foram alijados de forma prepontente pelo atual candidato do partido – todos esses capítulos de um conflito interno na base governista que, agora se sabe, está longe de seu desfecho. De fato, até tucanos de carteirinha já espalham que a candidatura Serra está com os dias contados.

A revista Veja, por outro lado, jamais deixou de apoiar o governo Fernando Henrique nos momentos mais difíceis de seu mandato. Uma análise mais detida da publicação mostra que Veja sempre esteve na ponta-de-lança do governismo, atacando o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra quando este conquistou a simpatia da opinião pública, defendendo a política de entrega do patrimônio público nacional e o sucateamento da indústria brasileira via abertura de importações e, principalmente, ridicularizando a candidatura petista de Luiz Inácio Lula da Silva.

Aliás, é bom lembrar que na mesmíssima edição em que Sérgio Ricardo de Oliveira ganhou a capa de Veja (que ironicamente saiu com a cor laranja dominante), a reportagem de abertura da editoria "Brasil" trata de mostrar que os bancos internacionais não estão gostando muito da subida de Lula nas pesquisas eleitorais. O tratamento dado a Lula na matéria é a antipatia de sempre.

Que o presidente do PSDB nos perdoe, mas se há realmente motivação política na publicação da reportagem, então a explicação de Bernardo Kucinski faz muito mais sentido do que uma estapafúrdia aliança de petistas e os Civita com intuito de tirar Serra do caminho de Lula. Veja continua, portanto, onde sempre esteve: atuando nas sombras, servindo a algum interesse ainda oculto nas brigas de foice que são travadas em Brasília.

Tiroteio

O "melhor" ministro da saúde gosta de sangue: promoveu horas de tiroteio na frente do hospital Albert Einstein levando alguns pacientes a ataques cardíacos só porque quis humilhar esses trabalhadores ao não receber representantes das duas polícias, aposenta médicos com doutorado ganhando 2000 reais, acusa o PT de ter incendiado alas do HC, quando o incêndio ocorreu por falta de investimento na parte elétrica.( Por: trovinho)

Operação José Serra

Publicado na revista Caros Amigos, em novembro de 2008

Com alguma paciência para escarafunchar notícias antigas, o leitor curioso estabelece a trilha que leva Daniel Dantas ao Palácio dos Bandeirantes. A viagem começa em 1994, quando Ricardo Sérgio de Oliveira atuou como arrecadador da campanha de José Serra, que depois o indicaria para diretor do Banco do Brasil.

Através dos fundos de pensão, Ricardo Sérgio financiou os consórcios de Dantas nos leilões da telefonia, das estatais elétricas e da Vale do Rio Doce. Ele também arquitetou o caixa dois da campanha reeleitoral de FHC. Participaram do esquema o Opportunity (via Marcos Valério) e o grupo francês Alstom, hoje investigado pelo suborno de altos funcionários tucanos em licitações do Metrô paulista. Andrea Matarazzo, amigo de Serra, aparece com freqüência nesses episódios.

O delegado que investigava Ricardo Sérgio foi afastado em 1998 por Marcelo Itagiba, então superintendente da Polícia Federal. Itagiba, casado com uma prima de Matarazzo, virou assessor de Serra no Ministério da Saúde. Hoje, deputado federal, preside a CPI dos Grampos, que tenta desqualificar a atuação do delegado Protógenes Queiroz na operação Satiagraha. Queiroz teria omitido informações de seus superiores. Um deles, o diretor de Inteligência Daniel Lorenz, coordenara as investigações sobre o extinto dossiê que apontava ligações de Serra com a máfia das ambulâncias.

Dantas não ficou preso graças a Gilmar Mendes, defensor do governo FHC na Advocacia-Geral da União. Já ministro do STF, Mendes arquivou uma ação de improbidade administrativa contra Serra. Depois, afirmou ter sido espionado quando falava ao telefone com o senador Heráclito Fortes. Este possui ligações com as empresas de Dantas e é amigo de sua irmã, Verônica, ex-sócia da filha de Serra. Restam dúvidas sobre os motivos da blindagem em torno de Daniel Dantas?

(Por: Marco Garcia)

22 comentários:

Macos disse...

Gostaria que fosse publicado aqui no blog aquela ponte que caiu em São Paulo porque economizaram no comento, lembram?
Outro assunto também é a demora do Serra aparecer no buraco do metrô onde morreram 7 pessoas e a que conclusão chegaram depois de tanto tempo

Joel disse...

A grande mídia não gosta de blogs e dizem que eles não são veículos de informação e comunicação. Na verdade ela inveja a liberdade dos blogs, onde os autores podem colocar suas opiniões pessoais na rede e divulgá-las, algo impossível para um grande veículo, que tem “rabo-preso” com muita gente poderosa e influente. Você está de parabéns

Paulo disse...

Hoje há muita mídia vendida. Nas eleições do ano passado foi nítida a parciliadade dos jornais paulistanos (Estadão e Folha) para o candidato Gilberto Kassab, que veneram o governador José Serra e querem vê-lo em Brasília em 2010. Afinal, a própria Folha afirmou que Serra foi o grande vencedor nas eleições municipais e Aécio o grande derrotado. Mas uma pergunta: eles concorreram a algum cargo em 2008?. Este blog vai ser sucesso com ajuda dos leitores que vão ajudar desmascarar José Serra e sua trupe

Daniel disse...

A grande parte da imprensa está um pudor enorme em criticar, ou melhor, mostrar o que não está dando certo com José Serra. É só assistir ao Jornal Nacional. Acredito que a pessoa que se informa somente por este programa, ou seja, grande parte da população, não têm a mínima ideia da situação real do pais e nunca saberá de notícias como esta que você acaba de divulgar

Angela Maria disse...

A grande mídia detesta a concorrência dos blogs, e evita sequer mencionar a existência deles - principalmente dos que têm conteúdo jornalístico. Além disso, a imprensa evita qualquer menção desabonadora à conduta do Serra. Não quer ficar mal com um atual grande anunciante, que é o Governo de São Paulo, e quem sabe com um maior ainda: o Governo Federal nas próximas eleições, já que o Serra, por enquanto, é o favorito nas próximas eleições presidenciais.

Vitor disse...

Ninguém deve se iludir com a Imprensa. Não pensem que ela é uma Instituição Moralizadora do país. Imprensa é um negócio e negócios servem para gerar dinheiro.

A Imprensa usa e abusa dos seus sagrados direitos de livre informação, luta contra o absolutismo, defensora da sociedade e tal, só quando lhe bem interessa.

A face obscura do Governador José Serra está sob um pacto não escrito de não agressão entre toda a mídia e o comando político encabeçado pelo PSDB. É quase que certo que José Serra será eleito pelo povo alienado, como o próximo presidente do Brasil, já que a Sra. Dilma ou outro candidato qualquer, são meras sombras perto desse homem frio, calculista e demagogo.

O PT, que tem uma infinidade de mazelas, tem ao menos o condão de aglutinar quase todas as críticas que a Imprensa aproveita em usar para tentar defender seu oligopólio de informações. Vejam que depois que o Presidente Lula tentou expulsar aquele jornalista norte-americano que escreveu sobre o estado etílico frequente de nosso(!) presidente, bem como a tentativa fracassada de regulamentar a nova Lei de Imprensa, todas as artilharias vão em direção ao PT.

Em desfavor do PSDB, especificamente ao senhor José Serra, nada ou quase nada é publicado. E o caso ASTON que respinga, ou melhor, inunda o governo passado do “impoluto”(Deus que me perdoe!) Mário Covas e de seu filho corrupto e conhecido cocainômano na alta sociedade paulista, o “Zuzinha” ?

Pois é meus amigos. A realidade é dura e crua e nada parecida com aqueles filmes norte-americanos onde a “boa” Imprensa sempre vence no final…

A Grande Imprensa serve e é submissa ao Poder. Poder Político e Econômico, não necessáriamente nessa ordem.

Helena ™ disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
Gerson Piva disse...

….Dez anos de crimes….
.
.
Um detalhe[/b]FHC está sendo processado pela venda irregular da Vale do Rio Doce.
http://www.trf1.gov.br/Processos/ProcessosTRF/ctrf1proc/ctrf1proc.asp?proc=199939000073039
.
A repórter Elvira Lobato publicou na Folha do dia 9/11/2008, Domingo, uma reportagem sobre os dez anos de impunidade para os crimes flagrados no grampo da privatização das teles, no iluminado Governo do Farol de Alexandria, Fernando Henrique Cardoso.
.
Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Rezende, Pérsio Arida, Elena Landau, Pio Borges, Ricardo Sergio de Oliveira (que foi, além de tudo, caixa de campanhas de Fernando Henrique e de José Serra), Daniel Dantas, Geraldo Brindeiro, Jair Bilachi, e Fernando Henrique Cardoso, ele mesmo – eles não têm nada a temer.(*)
.
Estamos no Brasil, como diz o Mino Carta, o “país do futuro” !
.
Carlos Salinas de Gortari (México); Alberto Fujimori (Peru); e Carlos Menem (Argentina) privatizaram as teles e passaram o resto da vida a enfrentar a Lei (Fujimori chegou a ir em cana e Salinas fugiu do México).
.
São os heróis do neoliberalismo e da privatização na America Latina.
.
Aqui, ao contrário, levam o FHC a sério, e lhe pagam US$ 50 mil por palestra, para ouvir ele pregar o “quanto pior melhor”.
.
Aqui, dez anos depois, os únicos que correm o risco de ir para a cadeia são os suspeitos de fazer o grampo.
.
Mas, na Justiça brasileira, aquela que tem seu ponto culminante no Supremo Presidente Gilmar Mendes, é assim: quem se dá mal é o cano e, não, a água que por ele passa.
.
Está aí abaixo a reprodução de parte da matéria, para que os Demos e Tucanalhas se deliciem.
.
Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações, em conversa com o irmão José Roberto, secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior: ”O negócio tá na nossa mão, sabe por que Beto? Se controla o dinheiro, o consórcio. Se faz aqui esses consórcios borocoxôs, são todos feitos aqui. O Pio (Borges, vice-presidente do BNDES) levanta e depois dá a rasteira.”
.
Luiz Carlos Mendonça de Barros para André Lara Resende, presidente do BNDES, sobre a intenção de operar em favor do consórcio integrado pelo banco de investimentos Opportunity e a Telecom-Itália: ”Temos que fazer os italianos na marra, que estão com o Opportunity. Combina uma reunião para fechar o esquema. Eu vou praí às 6h30 e às 7 horas a gente faz a reunião. Fala pro Pio que vamos fechar (os consórcios) daquele jeito que só nós sabemos fazer.”
.
André Lara Resende para Pérsio Arida, sócio do Opportunity: [red[i]”Vai lá e negocia, joga o preço para baixo. Depois, na hora, se precisar, a gente sobe e ultrapassa o limite.”
.
A revista CartaCapital ouviu fitas gravadas na presidência do BNDES.
.
A revista Veja conta ter tido acesso às duas fitas que o governo enviou para a Polícia Federal.
.
São muitas as fitas. Fala-se em 27, mas certeza só tem quem participou dos grampos.
.
As fitas ouvidas por CartaCapital têm trechos – os explosivos fragmentos acima – que, pelo relato de Veja, não constam das fitas repassadas pelo governo à Polícia Federal.
.
É certo que são fitas editadas, como tem repetido o ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, mas é certo também que os diálogos ouvidos por CartaCapital existem e, claramente, não são uma montagem.
.
Têm uma seqüência – sem espaços – e uma lógica que indicam extrema dificuldade para uma edição de diálogos.
.
Filhos corretores.
.
Das fitas que se conhece, as gravações mais importantes foram feitas entre 21 de julho e 12 de agosto últimos, mas os grampos na sala da presidência do BNDES (os diálogos em celulares são capturados) foram instalados no início deste ano.
.
O alvo principal era o ministro Mendonça de Barros, então presidente do BNDES.
.
Seus adversários buscavam, com os grampos, conversas entre Mendonça e seus filhos, Marcello e Daniel.
.
Nas fitas por ora na praça não há registros de tais conversas.
.
Os filhos do então presidente do BNDES tornaram-se sócios-proprietários de uma corretora na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).
.
A Link Corretora de Mercadorias Limitada, registrada na Junta Comercial em 2 de fevereiro, quatro meses depois, em junho, já era a terceira operadora no ranking de volumes de operações no mercado de Índice Bovespa futuro.
.
Cerca de 40% desse índice, então, era composto pelas ações da Telebrás. Empresa sob comando do ministro.
.
E que seria privatizada em operação de R$ 22 bilhões pilotada por Mendonça de Barros, o pai.
.
Pérsio e os italianos.
.
O leilão de privatização do Sistema Telebrás deu-se no dia 29 de julho.
.
O central e incisivo numa seqüência de mais de 30 conversas grampeadas é a tentativa de favorecer um consórcio que uniria o banco de investimentos Opportunity e a Telecom-Itália.
.
“Os italianos”, como diz o ministro Mendonça de Barros inúmeras vezes ao longo dos diálogos.
.
Favorecer “os italianos” em detrimento do consórcio Telemar, formado pelo Grupo La Fonte (do empresário Carlos Jereissati), a Andrade Gutierrez, a Brasil Veículos, Macal e Aliança do Brasil.
.
O Fundo de Previdência do Banco do Brasil, a Previ, é peça decisiva nas negociações e nos telefonemas.
.
Mendonça de Barros, o presidente do BNDES, André Lara Resende, Pio Borges, vice-presidente do BNDES, e Pérsio Arida, sócio do Opportunity, combinam como pressionar a Previ para que feche com “os italianos” e o Opportunity.
.
Enfim, a explosão.
.
Nos telefonemas, o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, chamado de “a bomba atômica”, é instado a pedir à Previ que feche com o Opportunity.
.
O mesmo se dá com o diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira.
.
As conversas e a montagem de pressões chegam ao auge quando Mendonça de Barros sugere: ”Temos que falar com o presidente.”
.
E André Lara Resende responde: ”Isso seria usar a bomba atômica.”
.
André Lara Resende usa a bomba atômica. Em telefonema, pede ao presidente Fernando Henrique Cardoso: ”Precisamos convencer a Previ.”
.
Na conversa com o presidente (que também não consta na reprodução das duas fitas em posse do governo), Lara Resende não cita o interesse dos “italianos” que freqüentam seus diálogos com Mendonça de Barros. Ao presidente da República, repassa outra informação: ”Os portugueses (Telecom Portugal) estão interessados…”
.
No mesmo telefonema para Fernando Henrique, o presidente do BNDES tece considerações sobre a “necessidade de um operador estrangeiro e trata como “aventureiros” os integrantes do Telemar, que não disporiam de “capacitação técnica”.
.
Ao final do telefonema, o presidente diz que vai falar com a Previ.
.
Não se sabe se falou ou não.
.
A Previ ajudou alguns dos seus sócios no consórcio Telemar a bancar o pagamento da compra da Tele Norte Leste.
.
Já o Opportunity ficou com os italianos na Tele Centro Sul.
.
Questões semânticas.
.
Outro trecho que parece ausente nas fitas do governo – ao menos de acordo com o relato de Veja – é a referência ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, e ao secretário executivo Pedro Parente.
.
Conversam Mendonça de Barros e Lara Resende.
.
O ministro das Comunicações refere-se aos companheiros de governo Malan e Parente como “babacas”.
.
Mendonça de Barros, em suas versões orais editadas para a imprensa, tem relatado apenas o carinhoso diminutivo “babaquinha”, e dedicando-o apenas a Parente.
.
O ministro Malan e Parente seriam “babacas” por terem aceitado argumentos do consórcio Telemar e, quiçá (aqui trata-se de uma ilação não obtida em fitas), por divergirem do conjunto da obra.
.
A propósito de divergências, há outras entre o que ouviu CartaCapital e o que se divulgou das fitas do governo.
.
Mendonça de Barros, nas fitas, chama integrantes do consórcio Telemar de “ratada”, e não “rataiada”, conforme relatos oficiais do próprio reproduzidos pela imprensa.
.
As já anunciadas investigações do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, por certo esclarecerão essa pinimba semântica quanto a roedores.
.
Algumas contradições.
.
Mendonça de Barros, que iria ao Senado prestar esclarecimentos na quinta-feira, 19, nesta segunda quinzena de novembro tem repetido, em conversas, os argumentos da incapacidade técnica da “Telegangue”, da “ratada ” – ou, “rataiada”.
.
Informa, ainda, que gestões suas, suprimidas nas fitas gravadas, foram feitas também em favor da formação do consórcio Telemar.
.
Restam, então, duas questões.
.
Por que o ministro, ou quem de direito, não se valeu das regras do processo de privatização para desqualificar uma empresa que não tinha “capacidade técnica”?
.
Por que, uma vez que se tratava de uma “Telegangue”, a empresa, mais uma vez, não foi afastada do processo?
.
A intervenção deu-se apenas no instante em que o Telemar comprou a Tele Norte Leste, com suas 16 operadoras de telefonia fixa na faixa entre Rio de Janeiro e Amazonas.
.
Na hora da liquidação da compra, o BNDES interveio e arrebanhou para si 25% das ações do Telemar, alegando tratar-se de um consórcio “chapa-branca”, devido às seguradoras terem capital estatal.
.
Mais uma vez, pergunta-se: por que o consórcio não foi desqualificado a tempo?
.
A peça-chave. Vale lembrar.
.
O Tribunal de Contas da União determinou inspeção no BNDES para apurar a legalidade e a regularidade dos atos dos dirigentes da entidade nessa operação.
.
Se o consórcio é “chapa-branca”, a ação do BNDES o tornaria ainda mais chapa-branca.
.
Não fosse, é claro, a intenção do ministro em fazer a Telecom-Itália entrar no jogo.
.
Peça-chave em todas as negociações, e nos diálogos grampeados, é a Previ.
.
Recordemos, então, outra porção do processo de privatização, a da Vale do Rio Doce.
.
À época, a Previ, que parecia compor-se com o grupo capitaneado por Antônio Ermírio de Moraes, à última hora bandeou-se para a nau pilotada por Benjamin Steinbruch.
.
O mesmo Opportunity integrou também o consórcio vencedor na privatização da Vale.
.
Pérsio Arida, sócio do Opportunity e ex-presidente do Banco Central, tem assento no conselho de administração da Vale.
.
Palavras do próprio Ministro Mendonça de Barros, quando do leilão da Vale, “o grupo de senhores estimularam a competitividade”.
.
Revela o ministro que, então, procurou a Previ – que negociava com Ermírio – e pediu que o fundo entrasse no consórcio da CSN.
.
Tudo em nome da competitividade e, é claro, pelo bem da Pátria.
.
Naqueles dias, em entrevista à Veja, Antônio Ermírio bateu duro na operação e cutucou o presidente FHC.
.
No domingo, 21/09/1997, o ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes, disse a CartaCapital: ”O Antônio Ermírio é inteligente. Viu que querem engoli-lo, e berrou a tempo. Agora, pode dizer ao presidente que não é bem aquilo o que ele disse, mas não vão mais atropelá-lo.”
.
Ermírio não mais foi atropelado.
.
Nos leilões de privatização do setor elétrico no Rio Grande do Sul e São Paulo, a Previ estava ao lado do Grupo Votorantim.
.
No caso do Telemar, em que pesem as pressões de integrantes do governo para que a Previ jogasse preferencialmente com “os italianos” e o Oppportunity, é preciso recordar que a Previ – que terminaria integrando o Telemar – tem antigas e extensas relações de negócios com o Grupo La Fonte, de Carlos Jereissati.
.
E o que diz a lei?
.
Nas fitas, Pérsio Arida, não apenas surge em conversas com André Lara Resende, como é anunciada sua presença durante um diálogo.
.
Mendonça de Barros, enquanto negocia com Jair Bilachi, presidente da Previ, para que o fundo se una ao Opportunity informa: ”Estamos aqui eu, André, Pérsio e Pio…”
.
Ainda nas fitas, ao comentar os mandados de segurança contra o leilão, Mendonça de Barros, em conversa com Lara Resende, cita o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, a quem se refere como “aquele pavão”.
.
(*) Não é à toa que a PF demonstra certa dificuldade para decifrar os 12 HDs que encontrou atrás da parede falsa do apartamento de Dantas, assim como decifrar o HD retirado do servidor do Banco Opportunity.
.
Já pensou, se o FHC, o José Serra e a filha dele aparecem lá, num desses HD’s, protegidos por uma senha criptografada?
.
Já pensou, se o nome de toda a quadrilha tucana e o nome dos cupinchas aparecem lá, num desses HD’s, protegidos por uma senha criptografada?
.
FHC foi um Presidente que: “não roubava, mas deixava roubar” como diz Ciro Gomes.
.
E os criminosos que gerou contam sempre com um hc-zinho providencial assinado diretamente por Gilmar Mendes!
.
Aqui no Brasil, esta sub-democracia, um foragido da Justiça, Salvatore Cacciola, dá uma entrevista coletiva na cadeia e seu advogado desacata o Promotor em público.
.
E o PiG dá curso às declarações de um criminoso condenado pela Justiça.
.
Em tempo: Citibank + Enron + Daniel Dantas > Os unidos fora da lei.
.
Na argentina o Citi foi o banco mais atuante nas privatizações, e seus diretores quase foram em cana.
.
Aqui no Brasil, esta sub-democracia, o Citi tb foi parceiro de DD nas privatizações de FHC mas DD, ao invés de ir em cana, recebeu R$1 bi para ficar calado!
.
Nos eua, os diretores da Wordcom, empresa que comprou a Embratel nos processos de privatizações das empresas do sistema telebras, foram denunciados por crimes financeiros, foram julgados e condenados, assim como o presidente e os diretores da Enron.
.
Atualmente cumprem pena de 25 anos de cadeia.

Gerson Piva disse...

…José Serra absolvido!!…
.
.
O STF, sob a excelsa presidência de Gilmar Mendes, já decretou semana passada que rico não vai preso!!.
.
Agora, o nosso Gilmar Mendes, não só absolveu José Serra, como determinou que ministros – como ele, o Ministro Supremo do Supremo – não podem ser punidos.
.
Ministros são como os ricos: fazem e acontecem e a galera que se lixe…
.
Serra foi condenado na justiça em 2002 pelo juiz da 20ª Vara Federal de Brasília, José Pires da Cunha.
.
Mas quase ninguém sabe que José Serra respondia por alguma coisa na justiça pois o PiG nunca disse nada contra os tucanos.
.
E na sentença o Juiz manda Serra e os outros 9 réus devolverem, cada um, R$ 300 milhões para União.
.
Os réus são: Pedro Malan, JOSÉ SERRA, Pedro Parente, Gustavo Loyola, Alkimar Ribeiro Moura, Cláudio Ness Mauch, Carlos Eduardo Tavares de Andrade, Gustavo Franco, e Francisco Lopes.
.
Eram os Ministros, Diretores e membros do CMN no Governo FHC.
.
O pedido foi feito pelo MPF porque os réus autorizaram o pagamento - com recursos públicos - aos correntistas dos bancos que sofreram intervenção, em 1995.
.
Os bancos foram: Econômico S.A, Mercantil S.A e Comercial São Paulo S.A……..
.
Segundo o MPF, não houve “prévia autorização do Conselho Monetário do Senado Federal” para que fosse feita operação de créditos com recursos públicos.
.
E por isso, o ato foi ilegal.
.
Mas no último dia 22/01/09, Gilmar Mendes arquivou a ação.
.
José Serra foi absolvido pelas mãos amigas dos amigos de Dantas….
.
Gilmar Mendes ainda argumentou que: “esses valores são tão estratosféricos, que a condenação de R$ 300 milhões para cada réu demonstra o absurdo do que se está a discutir”.
.
Tadinho do José Serra e dos outros réus………..todos pobrinhos…….moradores de Paraisópolis….que não tem condições de pagar uma multa tão alta assim!!!
.

trovinho disse...

O "melhor" ministro da saúde gosta de sangue: promoveu horas de tiroteio na frente do hospital Albert Einstein levando alguns pacientes a ataques cardíacos só porque quis humilhar esses trabalhadores ao não receber representantes das duas polícias, aposenta médicos com doutorado ganhando 2000 reais, acusa o PT de ter incendiado alas do HC, quando o incêndio ocorreu por falta de investimento na parte elétrica.

mauro disse...

O Serra e a associação amigos do PSDB,são muito fechados,bonzinhos como vizinhos mas para presidente . kakakakakakakakakaka

Anônimo disse...

Serra quando chega a reposição de funcionários públicos do judiciário se esquece e segura o orçamento utilizando para suas vantagens políticas e diz não haver verba, estamos defasados, cadê nossos incentivos como tiveram os professores??? Serra quer a Presidência mas elegeria Lula que é péssimo mas ele não.

Anônimo disse...

Serra não sabe o que diz e ensinou que para não pegar a gripe suína basta ficar longe dos porquinhos!!! Veja você mesmo:http://www.youtube.com/watch?v=_z97MhLvWsI

Henrique disse...

José Serra acabou com a distribuição da Cesta Básica em São Paulo!


Henrique
Liderança Comunitária

Juventude Socialista Brasileira - JSB de Bnaneiras - PB disse...

Não da pra votar no Serra porquê le é cria do FHC e do PSDB e DEM, erança da Ditadura Militar.
Sem contar que ele não concegue nem resolver os problemas de São Paulo, imagine conseguir manter o nível de gestão do Lula.
Desmatamento é crime contra a umanidade, Serra Pedágio, nem Pensar, 13 dinolvo, com a Força do Povo.
Viva o Brasil.

José Nicodemos
PSB/ Bananeiras - PB

Cris Grangeiro disse...

Convido a todos para ler o artigo "Brasi Apedrejado".

http://crisgrangeiro.blogspot.com/2009/06/brasil-apedrejado.html

Anônimo disse...

Não é mais fácil dizer apenas que Serra se parece com o Gollum do filme O Senhor dos Anéis?

Serra está sempre querendo seu PRECIOSO novo cargo. Quando era Prefeito queria ser governador. agora que é Governador quer ser Presidente. Quando for Presidente ele vai querer ser Ditador...

Meu precioso... O problema do Serra é o anel. O anelzinho que ele está a fim de dar para alguém em troca de um novo cargo.

Carlos Saga disse...

Este é mais um contra ele.
Haviam perguntado sobre pesquisas eleitorais e as surpresas que estavam nos reservando. Pois não é que descobriram o esquema do Serra?
Dá só uma lida no começo, depois você lê tudo. É assustador, para não dizer que é maligno. Será que vai sair em algum jornal aquilo tudo? Será que vão tomar alguma providência?

Serra: mais de R$26 milhões em pesquisas para 2010

Por falar em pesquisas eleitorais - http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/07/25/pesquisas-eleitorais/- , o Governador José Serra está, sim, usando dinheiro público para contratar empresas para prestação de serviços de suporte para implementação de solução de gestão de conhecimento e geoprocessamento, para implantação do Programa de Avaliação pelos Usuários de tudo que se pode imaginar.

Tal nome pomposo, entretanto, esconde outras idéias. O que você vai conhecer agora, é prática iniciada há dois anos pelo Governador José Serra e, claramente, foi fruto de artimanhas de seu Gabinete. Não foram fatos isolados. Nem esporádicos. Até o momento, foram gastos R$26.050.450,00 em preparação de informações para a campanha de 2010.
Pesquisas podem ser feitas a qualquer momento, são legais. Mas deixam de sê-lo quando os resultados, por exemplo, não são divulgados ou não são feitos para vir à público; são ilegais quando os resultados ficam restritos e não resultam em ações ou sequer tentativas de melhorias caso apontem problemas, mas transformam-se em estatísticas positivas numa tortura de números em favor do contratante, especialmente em períodos eleitorais. Pesquisas são ilegais quando não são isentas de interesses próprios; quando o pesquisado é obrigado a responder e colocar mais dados pessoais, além de e-mail e telefone celular. São ilegais quando pegam esses mesmos dados pessoais e os entregam à empresas privadas sem consentimento ou conhecimento do pesquisado. Quem, como eu, esperou pelas respostas e ações durante este tempo todo, mas só o que viu foi um crescimento desesperado de negócios, não pode mais ficar aguardando. Chegou a hora de contar esta história.

Um mailing para chamar de seu

Vamos começar pelo único questionamento público e impresso sobre o tema, do Deputado Rui Falcão (PT-SP) em plenário, publicado em Diário Oficial do dia 6/junho/2009. Disse o Deputado:

(…) Não sei como o Governador tem o cadastro das pessoas que são atendidas no Hospital Nardini. Deve ser pelo funcionamento natural do SUS e ele está mandando cartas, dizendo que o Hospital Nardini é conveniado com o SUS, fala do valor gasto pelo Governo pago com os …
(continua)

http://namarianews.blogspot.com/2009/08/serra-mais-de-r26-milhoes-em-pesquisas.html

Anônimo disse...

Meu motivo pra não votar no Serra, é que eu não quero uma reeleitura do governo de FHC, com viés pior. Sou funcionário público, do GDF, e mesmo não estando ligado ao governo federal, sofrir da pele os anos de FHC, a frente do governo do Brasil. Eleitora do PSDB, nunca fui e nunca serei.

Anônimo disse...

Vote em Serra!!!
O governandor que mais faz pelos Nordestinos!!!
Em SP todos os Nordestinos tëm escola, segurança e saude que NÃO encontram em seus estados!!!!

Patrício disse...

Eu não voto no Serra não, sempre votei com o PT, acredito que o Lula fez grandes avanços no País, o PSDB, o PFL e os outros partidos de direita sempre tiveram no poder há muitos anos e não fizeram nada pelo país, antes da era PT, o país saia de uma recessão e entrava em outra, todos os planos econômicos não deram certo, mesmo que não tenha sido o PT que criou o plano real, foi competência do governo LULA saber administrar bem e colocar as pessoas certas nos lugares certos e manter a máquina funcionando.

Anônimo disse...

Azarado e mentiroso!

Postar um comentário